Esta pequena apresentação feita para o curso de Desenho Industrial da UNINOVE-SP foi elaborada partindo da ideia de interface como um meio de comunicação entre o ser humano e dispositivos tecnológicos que ampliam nossa capacidade de interagir com o mundo manipulando informações de modo cada vez mais direto e instâtaneo.
Os dispositivos estão cada vez mais agregados ao corpo e tem seu desenvolvimento muito ligado ao binômio informação e tempo. Exemplos como o relógio de pulso de Santos Dumont para medir o tempo de seus voos, passando por celulares e gps e chegando ao sistema “sixthsense” do MIT são utilizados para ilustrar esta linha de pensamento.
Também se apresenta duas grandes vertentes investidoras de interfaces vestíveis: a pesquisa na área de saúde para próteses e mecanismos inteligentes que ampliem a capacidade de comunicação e vida de pessoas portadoras de maior restrição corporal; e a pesquisa na área militar-aeroespacial com as vestimentas de astronautas que visam possibilitar condições de sobrevivência do corpo em gravidades e atmosferas diferentes da Terra.
Já o recorte escolhido para demonstração dentro da comunicação e das artes foram trabalhos que passaram por aqui no evento “Atelier de Cyber-Costura” e de brasileiros que a algum tempo tem a temática do corpo e do fluxo de informação que este manipula no espaço que habita.
Ainda vale a pena citar dois livros não diretamente ligados a interfaces vestíveis no seu sentido mais estrito, mas que abrangem idéias gerais sobre este assunto: “corpo e comunicação” da pesquisadora/professora Lúcia Santaella que fala do sistema háptico (conhecido como tato ativo) e sua relação com a apreensão do mundo e o “cultura da interface” do Steven Johnson.
Agradecimentos as professoras Clarissa Ribeiro e Milena Szafir. E um agradecimento especial a pesquisadora Gabi Carneiro.